" Eu sou um estilete sem cabo. Quer pegar, tenta. Só que não entro nem saio da vida de ninguém sem deixar marcas. Marcas boas ou ruins. Mas marcas. Marcas de uma época. Lembranças boas de quem sou. Do que sou. Do que nasci para ser. E foda-se. FODA-SE mesmo. Se sou uma máquina de ferimentos para alguns, lamento. Quer beijar? Vai ser intenso. Quer brincar? Só não diga que eu não avisei "
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Lágrima formosa
Lágrima formosa.
Doída, calada e virtuosa;
esse pecado nu decadente
tomado por perdão vertente.
Lágrima formosa.
Qual divindade que ao artista posa;
d’um rio de mágoas descende,
que alcançar a paz de espírito pretende.
Toma-me em tua luz, Lacrimosa.
Abençoa essa agonia escondida,
e em eterna gratidão te darei a rosa
única, branda e pura de minha vida.
Toma-me em tua luz, Lacrimosa.
E farei ode, lirismo e poesia
ao anjo que o meu choro ouvia
e com suas asas me envolveu de encanto,
num sagrado ósculo calando o meu pranto.
Lágrima formosa.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Lágrima apaixonada
Abandonado no esquecimento dos Tempos houve o primeiro ser apaixonado. Não se sabe se foi um homem ou mulher, um botão de rosa ou a chuva; poderia ter sido o Éden inteiro ou aquele anjo debruçado na nuvem mais alta... Quem sabe uma molécula de sentimento. Às vezes desconfio que foi pó astral, às vezes sinto que foi Deus.
Importa que amou. O primeiro amante da vida.
Sozinho, recostado nos muros da reflexão, desejava incessantemente a criatura amada junto de si, junto de seu coração. Entre um e outro ócio a mente brincava de sonhar as bodas de prata, ouro e diamante; sonhava com o primeiro beijo (antes mesmo de beijo existir. Era um beijo adivinhado, como quem pela primeira vez sente que terá um orgasmo) e com os toques que preencheriam aquela desconcertante sensação de braços cheios do vazio.
Ah, como precisava de abraços. Principalmente à noite! Era o pior momento, o instante infindável da escuridão. Fosse de olhos fechados ou desesperadamente abertos, a única coisa que se via era a ausência. Um silêncio envolvia a atmosfera e massacrava o desejo de ouvir alguém adivinhando seu nome, compondo poesias bobas, inventando traços de uma existência completa.
Nem risos;
Nem murmúrios;
Ou ao menos gemidos.
Abandonado no esquecimento do Tempo - percebeu a criatura.
Amando um segredo intocável.
Nasceu dali a primeira lágrima, ígnea e latente, tremulando nos olhos daquele ser todo angustiado.
"Não há quem beije minha face e sinta a essência da devoção que entrego ao meu maior amor, não há quem alcance com os lábios a verdade do meu ser perdido em suspiros. Meu amor não me toca, não consola, meu amor não me ama"
Importa que amou. O primeiro amante da vida.
Sozinho, recostado nos muros da reflexão, desejava incessantemente a criatura amada junto de si, junto de seu coração. Entre um e outro ócio a mente brincava de sonhar as bodas de prata, ouro e diamante; sonhava com o primeiro beijo (antes mesmo de beijo existir. Era um beijo adivinhado, como quem pela primeira vez sente que terá um orgasmo) e com os toques que preencheriam aquela desconcertante sensação de braços cheios do vazio.
Ah, como precisava de abraços. Principalmente à noite! Era o pior momento, o instante infindável da escuridão. Fosse de olhos fechados ou desesperadamente abertos, a única coisa que se via era a ausência. Um silêncio envolvia a atmosfera e massacrava o desejo de ouvir alguém adivinhando seu nome, compondo poesias bobas, inventando traços de uma existência completa.
Nem risos;
Nem murmúrios;
Ou ao menos gemidos.
Abandonado no esquecimento do Tempo - percebeu a criatura.
Amando um segredo intocável.
Nasceu dali a primeira lágrima, ígnea e latente, tremulando nos olhos daquele ser todo angustiado.
"Não há quem beije minha face e sinta a essência da devoção que entrego ao meu maior amor, não há quem alcance com os lábios a verdade do meu ser perdido em suspiros. Meu amor não me toca, não consola, meu amor não me ama"
"Lágrima presa-pulsante, liberta-te das grades desse vívido medo! Salta à morte! Vive por mim!"
E numa liberdade suicida despencou as águas de um angustiado olhar, sepultada nos lábios de um angustiado sorriso. O sorriso da Poesia.
Minha Poesia - para o primeiro ser apaixonado.
-Venha, abrace minha desesperança e beije esta lágrima desfalecida de amor antes que mais uma vez eu morra de solitária paixão...-
Decifra as entrelinhas antes que isso me devore
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Diálogo Mal Encantado ou A Tola Princesa IV
MAD PRINCESS -
MAD WHISPER – Conta logo de onde vieste que eu te contarei para onde foste. Sim, eu sei.
MAD PRINCESS – Pois então acompanhe-me ao hall central do Pandemônio. Lá fui concebida.
MAD WHISPER – Extremamente pomposo!
MAD PRINCESS – Cale tua voz arrogante e escute um conto perdido. Por que perdeu-se? Não sei... Mas vocês deveriam, todos vocês deveriam conhecê-lo. Para que eu possa me apagar.
MAD WHISPER – Tens razão, enfim. Para que te apagues, que as linhas sejam feitas. Uma ou outra mente maliciosa deve estar brincando. E assim dependes da dor de existir sob a sombra de outro. Por si só és puro pó – angustiado por uma existência que, mesmo vã, te pesa e dá angina.
MAD PRINCESS – Não tenho culpa se aos sábados despenco em solidão, vislumbrando um príncipe grosseiro que amo, odiando as tranças que o enfeitiçaram a mim e querendo voltar até o submundo, esconder-me na escuridão do manto de minha mãe, Perséfone, e retornar ao mad, unicamente mad.
MAD WHISPER – E eu.... Que sou o teu próprio mad, queria me libertar e sussurrar sem loucuras.
MAD PRINCESS – Você? Você.... Sim! Sussurro insano, aquele que tragou minha vida passada! Agora me lembro...
MAD MIND – Conte-nos, queridinha. Que somos um, que somos nada... Uma mente apagada, sussurros que morreram no ultimo entoar do feitiço cabalistico e a princessa sem fim (Nem ao menos princípio). Como Deus e Eu.
MAD WHISPER – Conta logo de onde vieste que eu te contarei para onde foste. Sim, eu sei.
MAD PRINCESS – Pois então acompanhe-me ao hall central do Pandemônio. Lá fui concebida.
MAD WHISPER – Extremamente pomposo!
MAD PRINCESS – Cale tua voz arrogante e escute um conto perdido. Por que perdeu-se? Não sei... Mas vocês deveriam, todos vocês deveriam conhecê-lo. Para que eu possa me apagar.
MAD WHISPER – Tens razão, enfim. Para que te apagues, que as linhas sejam feitas. Uma ou outra mente maliciosa deve estar brincando. E assim dependes da dor de existir sob a sombra de outro. Por si só és puro pó – angustiado por uma existência que, mesmo vã, te pesa e dá angina.
MAD PRINCESS – Não tenho culpa se aos sábados despenco em solidão, vislumbrando um príncipe grosseiro que amo, odiando as tranças que o enfeitiçaram a mim e querendo voltar até o submundo, esconder-me na escuridão do manto de minha mãe, Perséfone, e retornar ao mad, unicamente mad.
MAD WHISPER – E eu.... Que sou o teu próprio mad, queria me libertar e sussurrar sem loucuras.
MAD PRINCESS – Você? Você.... Sim! Sussurro insano, aquele que tragou minha vida passada! Agora me lembro...
MAD MIND – Conte-nos, queridinha. Que somos um, que somos nada... Uma mente apagada, sussurros que morreram no ultimo entoar do feitiço cabalistico e a princessa sem fim (Nem ao menos princípio). Como Deus e Eu.
domingo, 29 de agosto de 2010
Ou te amo? Correrei de tudo, então.
Amigo invisível, quebrado. O Fracassado.
Estás amando? Fuck and Love? Porque te tocam com mais sensualidade que a vida, porque te abraçam com mais calor que a vida, porque te enganam mais do que a vida.
-
Amigo iluminado, drag fashion em luzes de neon. O Fracasso.
Estás vexado de ciúme. A estrela da noite não consegue viver sozinha? E eu também sei porque. Porque tu és a sensualidade barata, calor parasita e, em plena ciência de tudo, fechas os olhos e finge que não és o próprio engano.
Deixa eu te dizer algo: amo sim, amo você da mesma maneira doentia que você a mim. O grande problema dessa relação é que não existe um equilibrio, então eu procurei me entregar ao devasso e você - insustentável - dançou, dançou, dançou no sexo do mundo...
Fracassado, ponha-se a olhar os céus. Na manhã que renasce da obscuridade noturna eu sustento a nossa dignidade de meretrizes poetisas. Olha o belo raiar...
Estou chorando, borrando minha maquiagem, sóbrio.
-
Fracasso.
Meu doce fracasso. Teu desamparo orgulhoso me põe em pedaços, te dedico meu colo virgem ao teu odor impuro... Estamos quebrados, mirando o espreguiçar do sol.
Estou chorando, umedecendo a pele seca, ébrio.
... Ou te amo? Correrei de Tudo, então.
O Tudo me cerca, me cega... Eu correrei até te encontrar por completo e ser equilibrio verdadeiro - disse aquele ser único, ignorante de que perfeitos e completos já o eram...
[ existe uma mentira, sim]:
[baby, you know]
[I'm afraid of] ...
[...]
[So - if I love you] Correrei de tudo.
estou te amando, esta noite.
Estás amando? Fuck and Love? Porque te tocam com mais sensualidade que a vida, porque te abraçam com mais calor que a vida, porque te enganam mais do que a vida.
-
Amigo iluminado, drag fashion em luzes de neon. O Fracasso.
Estás vexado de ciúme. A estrela da noite não consegue viver sozinha? E eu também sei porque. Porque tu és a sensualidade barata, calor parasita e, em plena ciência de tudo, fechas os olhos e finge que não és o próprio engano.
Deixa eu te dizer algo: amo sim, amo você da mesma maneira doentia que você a mim. O grande problema dessa relação é que não existe um equilibrio, então eu procurei me entregar ao devasso e você - insustentável - dançou, dançou, dançou no sexo do mundo...
-
Estamos apaixonados? Ainda não percebi, ainda não concluí.Fracassado, ponha-se a olhar os céus. Na manhã que renasce da obscuridade noturna eu sustento a nossa dignidade de meretrizes poetisas. Olha o belo raiar...
Estou chorando, borrando minha maquiagem, sóbrio.
-
Fracasso.
Meu doce fracasso. Teu desamparo orgulhoso me põe em pedaços, te dedico meu colo virgem ao teu odor impuro... Estamos quebrados, mirando o espreguiçar do sol.
Estou chorando, umedecendo a pele seca, ébrio.
... Ou te amo? Correrei de Tudo, então.
O Tudo me cerca, me cega... Eu correrei até te encontrar por completo e ser equilibrio verdadeiro - disse aquele ser único, ignorante de que perfeitos e completos já o eram...
Não era dor nem fracasso. Era eu buscando nomes para a inominável alma errante.
L. I. V. R. E.
L. I. V. R. E.
[ existe uma mentira, sim]:
[baby, you know]
[I'm afraid of] ...
[...]
[So - if I love you] Correrei de tudo.
estou te amando, esta noite.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Sonhar dói, mas tem se lá os seus orgásmos
Só queria chegar neles logo...
:(
A Magia, com paixão e com crua poesia - hoje - está me devorando.
E eu desfaleço.
?
E eu desfaleço.
?
sábado, 21 de agosto de 2010
Rendezvous
Te levarei até o trono do consumidor; te entregarei ao prazer sem escrúpulos e com os olhos fervendo à orgia plena comerei teu coração. Meu único alvo dentro desta paixão ofensiva (ofensiva pois fere ao meu ego te amar tanto assim a sangue frio) que te dedico é presentear-te ao meu devorador para que eu possa experimentar - nem que for por restos mortais - a tua carne ávida e suculenta.
Sei sim, tu inteiro não mereço. Hoje não. Só quando o Sol nascer de mim, não por mim; quando eu puder entronizar minha verdade com coroa de mentiras, te seduzir até enlaçar-te à Morte em meus braços.
Por enquanto, ENQUANTO...Te Esconderei de Mim através de um prazer furtado!
Esta semana te entregarei ao assaltador. Ele comerá teu âmago da mesma maneira tão avassaladora e sensual como fez comigo... Então terei as migalhas do teu ser ofegante, eu terei a parte de ti que se despedaça ( e quando o 'assassinio' cessar, carregarei a parte tu pulsante para junto de mim, cheio da culpa e malícia).
Meu amigo, te amo. Juro.
[...]
Incertezas: Maquinei, desejei e conclui. Um Plano.
A Realidade: estou bem aqui e estás ali, onde sinto teu ardor e apenas ele - não toco, não alcanço. Não é concreto; é fingimento.
Que estupidez clássica, concluir-me de fato quando o tempo e a verdade me usam de piada! A verdade adivinhada é a carcaça da desesperança, onde espero o nada cobrir-me e completar; a inventada torna possível e exato, finda a eternidade.
Há-meio-termo
?
Talves o-meio-termo seja aquilo que me (assuste)
aquilo que afasta a tua presença de mim e me deixa sozinho, num plano repleto do meu próprio ser, pronto a ser devorado pelos meus próprios mistérios. Talvez queira-te eu porque não quero deparar-me comigo
f
Veja pois, é aquela velha historia se revesando em paixão fugaz e concupiscência angelical. Eu procurando fugir de. Entre as tuas coxas fugir de. Mas te quero, verdade. Quero atingir teu coração e teu afago* ( o que difere neste* é que prefiro começar pelas partes de baixo).
Por que?
Deus teu, por que?
Queria apenas lamber o suor do teu labor lascivo, retirado pelo mesmo fogo que verteu os comichões da minha virgem maria em cinzas; apenas tocar o que te explode o sêmen e continuar dançando até o amanhecer...
Mas insiste aquela coisa plasma em mim, em investigar a raiz de meu desejo oculto, não somente por simplesmente do
Do i t r a n s p i r a r.
Algo evapora. O que é? Meus poros estão repletos de. E eu fujo com temor de completar-me sem ele, sem você, comigo e meu celibato ao pudor.
O que alcanço me escapa: como um sonho realizado.
E se te alcançar? Cansei dos medos, mas se me soltar deles terei que criar nova dinâmica de vida. Liberto e vulnerável. Prefiro agarrar-me à fadiga de
ir
sendo
por
nada
seguro
quando
fim
deixa
fechado
Já estou fugindo do foco. É que me alcancei (!!!). E nu relembro:
Te comerei esta noite.
Antes - decidi - comerei a mim. Sem esse ritual inicial não poderei ter-te no colo ninando teu sexo e amando o aroma que... Espera, ainda não conclui o.
Assim, preparo meu fogo para consumir minha estupidez.
Fútil grandeza de ser o mau caminho... O fim te aguarda e teus passos sobre mim mudará para sempre o que sou. Preciso deles (os passos) maculando o orgulho, pisotei-me bitch, por favor. Com força e distração, ignorando-me e mesmo assim seguindo dependente desse caminho até cair no precipício que de maneira fatal abraça nosso destino final.
Sei sim, tu inteiro não mereço. Hoje não. Só quando o Sol nascer de mim, não por mim; quando eu puder entronizar minha verdade com coroa de mentiras, te seduzir até enlaçar-te à Morte em meus braços.
Por enquanto, ENQUANTO...Te Esconderei de Mim através de um prazer furtado!
Esta semana te entregarei ao assaltador. Ele comerá teu âmago da mesma maneira tão avassaladora e sensual como fez comigo... Então terei as migalhas do teu ser ofegante, eu terei a parte de ti que se despedaça ( e quando o 'assassinio' cessar, carregarei a parte tu pulsante para junto de mim, cheio da culpa e malícia).
Meu amigo, te amo. Juro.
[...]
Incertezas: Maquinei, desejei e conclui. Um Plano.
A Realidade: estou bem aqui e estás ali, onde sinto teu ardor e apenas ele - não toco, não alcanço. Não é concreto; é fingimento.
Que estupidez clássica, concluir-me de fato quando o tempo e a verdade me usam de piada! A verdade adivinhada é a carcaça da desesperança, onde espero o nada cobrir-me e completar; a inventada torna possível e exato, finda a eternidade.
Há-meio-termo
?
Talves o-meio-termo seja aquilo que me (assuste)
aquilo que afasta a tua presença de mim e me deixa sozinho, num plano repleto do meu próprio ser, pronto a ser devorado pelos meus próprios mistérios. Talvez queira-te eu porque não quero deparar-me comigo
f
amintoo
apetitos
Veja pois, é aquela velha historia se revesando em paixão fugaz e concupiscência angelical. Eu procurando fugir de. Entre as tuas coxas fugir de. Mas te quero, verdade. Quero atingir teu coração e teu afago* ( o que difere neste* é que prefiro começar pelas partes de baixo).
Por que?
Deus teu, por que?
Queria apenas lamber o suor do teu labor lascivo, retirado pelo mesmo fogo que verteu os comichões da minha virgem maria em cinzas; apenas tocar o que te explode o sêmen e continuar dançando até o amanhecer...
Mas insiste aquela coisa plasma em mim, em investigar a raiz de meu desejo oculto, não somente por simplesmente do
Do i t r a n s p i r a r.
Algo evapora. O que é? Meus poros estão repletos de. E eu fujo com temor de completar-me sem ele, sem você, comigo e meu celibato ao pudor.
O que alcanço me escapa: como um sonho realizado.
E se te alcançar? Cansei dos medos, mas se me soltar deles terei que criar nova dinâmica de vida. Liberto e vulnerável. Prefiro agarrar-me à fadiga de
ir
sendo
por
nada
seguro
quando
fim
deixa
fechado
Já estou fugindo do foco. É que me alcancei (!!!). E nu relembro:
Te comerei esta noite.
Antes - decidi - comerei a mim. Sem esse ritual inicial não poderei ter-te no colo ninando teu sexo e amando o aroma que... Espera, ainda não conclui o.
Assim, preparo meu fogo para consumir minha estupidez.
Fútil grandeza de ser o mau caminho... O fim te aguarda e teus passos sobre mim mudará para sempre o que sou. Preciso deles (os passos) maculando o orgulho, pisotei-me bitch, por favor. Com força e distração, ignorando-me e mesmo assim seguindo dependente desse caminho até cair no precipício que de maneira fatal abraça nosso destino final.
[ Isso continua, eu espero]
[espero uma noite de orgásmos]
[Rendezvous tonight]
Magia, Tesão e Poesia -Decifra me enquanto te devoro
domingo, 15 de agosto de 2010
Diálogo Mal Encantado ou A Tola Princesa III
MAD PRINCESS – Sussurro maldito, então não sabes quem sou? Olhe bem dentro de meus olhos... Sim, eles são dourados; são chamas do inferno, sou princessa do Hades, bastarda do amor de Persephone.
MAD WHISPER – Trágico! Totalmente obscuro e até ultra-romântico. Que tocante, uma princesa gótica desconhecida.
MAD PRINCESS – Quanto escárnio no teu tom cripilante...
MAD WHISPER – Que mistério se esconderia nuns olhos dourados, então? Qual é a tua aflição, tolinha, se nem ao menos eu que vim do fantástico conheço teu conto?
MAD PRINCESS – Eu... Eu me escondo nas sombras da solidão.
MAD WHISPER – Além de tudo és mentirosa? Enganou-me dizendo que estavas cansada de reviver tua história. Nem existe!
MAD PRINCESS – Não entendo... Era para existir... Eu, eu não existo?
MAD MIND – Existe, a partir de mim.
MAD PRINCESS – O que? Isso já se tornou incompreensível.
MAD MIND – Explique o mundo e depois te conto um segredo.
MAD WHISPER – Simples: o mundo é um pensamento. Um sussurro e às vezes um princesa
desconhecida.
MAD PRINCESS - Recuso-me a fazer parte disso... É contra, não há encantamentos!
MAD WHISPER – Pai, perdoa ela. Ela não sabe o que diz.
MAD PRINCESS – Eu sei muito bem. Sou princesa quebrada, cansada e confusa. Tenho uma vida, uma história, eu sei! Mas há algo errado aqui. Vocês deveriam saber da minha história feliz para sempre, deveria ser para sempre!
MAD WHISPER – Agora deveria? Volúvel!
MAD MIND – Adoráveis... Não me façam mudar o curso da história, se acalmem e continuem buscando. Estarei aqui rindo com Deus.
sábado, 14 de agosto de 2010
I'm Going Home
Minha vida pulsa perdição dizendo:"aqui não é o seu lar" - meu refúgio, meu quarto escuro e calado me abraça nestas palavras. O que fazer? Carregar o fardo da vida até ser grande o suficiente para realizar o sonho ou pequenino e extasiado ser, embebido da maravilha de sonhar até os céus? Eu preciso sobreviver, apenas isso. Preciso. Não quero.
Jamais quis. Então, meus caros, não me encham com desgostos da vida pois para mim ela nunca foi saborosa. E se quiserdes me amar, basta quererdes em público, vulgar e encantador, sujo e sensual, puta e poeta. Querer-me com rosas, pétalas e espinhos; querer-me com abraços e carinhos; chorando - que é fácil - e se alegrando sincera e espontaneamente com minha efêmera alegria.
Ora, se quiserdes... Não.
Queiras, simplesmente.
O que espero do vosso amor é que me ames platonicamente e sem escolhas...
... Assim como eu amo a vida, apaixonado por essa fatalidade que é o fôlego de Deus; sofrendo até o último ato.
[...]
Achei lar!!
Caminhando no vale do sol, consumido pela luminescência da dor eu pude enxergar o perfeito destino e meu refúgio pronto, às sombras do Altíssimo.
Basta alcançá-lo;
E estou indo... para casa
Jamais quis. Então, meus caros, não me encham com desgostos da vida pois para mim ela nunca foi saborosa. E se quiserdes me amar, basta quererdes em público, vulgar e encantador, sujo e sensual, puta e poeta. Querer-me com rosas, pétalas e espinhos; querer-me com abraços e carinhos; chorando - que é fácil - e se alegrando sincera e espontaneamente com minha efêmera alegria.
Ora, se quiserdes... Não.
Queiras, simplesmente.
O que espero do vosso amor é que me ames platonicamente e sem escolhas...
... Assim como eu amo a vida, apaixonado por essa fatalidade que é o fôlego de Deus; sofrendo até o último ato.
[...]
Achei lar!!
Caminhando no vale do sol, consumido pela luminescência da dor eu pude enxergar o perfeito destino e meu refúgio pronto, às sombras do Altíssimo.
Basta alcançá-lo;
E estou indo... para casa
domingo, 8 de agosto de 2010
AMAR
A existência da palavra está se desfazendo na areia do mar,
e a alma acolhida pela tristeza do oceano lunar
leva-me além das águas de teus olhos, tuas estrelas.
Ofuscando meu coração, minha morte em teus lábios
jamais será a realidade... pois sonharei até a última gota,
até o último brilho de meu sangue por ti.
Te amo mas esse amor é areia do mar
que vai melancólica seguindo o vento
fazendo-se e desfazendo num vago caminho
e sempre ali, em volta de tuas águas para sempre...
A existência de meus desejos ecoam pecado em teu ouvido,
e nunca poderás sentir o canto meu, sincera paixão.
Nesta inocência maculada levarei teus olhos aos meus
Ofuscando meu coração, minha vida é a luz de teu olhar,
é a tua voz única que me desvanece... nunca para mim.
E sangrarei até a última gota da poesia por ti.
Te amo, oh, deus dos mares que correm em meu coração,
ondas que machucam afligem meu peito e sou areia
fazendo-se e desfazendo num vago caminho
e sempre ali, em volta de tuas águas para sempre...
Amar
Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro
sábado, 7 de agosto de 2010
Deixa cascatear à incerteza
Em meio às certezas e metas tão bem traçadas, envoltas da maior vontade e fé, ali permance o ser humano sorrindo ao belo destino...
Destino: idealizado à maré dos sonhos e atos.
Destino: que brinca de trocar os passos da dança por alguns instantes deixando-nos estonteados e perdidos...
Que seja perfeito o plano final, sim; e que seja incerto também!
Então, coração valente e embriagado, deixa que eu chore um pouco. Deixa cascatear algumas daquelas lágrimas sobre o que me torna tão pequenino à frente do grande fato destino - deixa-me ser grande através da cachoeira de incertezas que me permito descender.
Abençoa com pureza do medo e da ousadia de ultrapassá-lo. Prometa - oh Vida Suprema - que jamais largará essa minha mão trêmula e que nunca me deixarás caminhar sozinho e alegre abaixo da ignorância dos precipícios que te aprontas em meu caminho...
Prometa não secar a fonte de meu pranto, só para ter mais poesia e mais encanto.
Prometa ser a rosa que encontrarei deitada sobre meu sepulcro (feito dos grandes feitos (pequenos, principalmente) que alcancei contigo).
Deixa minhas irmãs de luz cairem de meu olhar sereno.
Deixa cascatear um pouco, só um pouco... Mais um pouco
Sobre a fortaleza que envolve o futuro,
Incerto.
Destino: idealizado à maré dos sonhos e atos.
Destino: que brinca de trocar os passos da dança por alguns instantes deixando-nos estonteados e perdidos...
Que seja perfeito o plano final, sim; e que seja incerto também!
Então, coração valente e embriagado, deixa que eu chore um pouco. Deixa cascatear algumas daquelas lágrimas sobre o que me torna tão pequenino à frente do grande fato destino - deixa-me ser grande através da cachoeira de incertezas que me permito descender.
Abençoa com pureza do medo e da ousadia de ultrapassá-lo. Prometa - oh Vida Suprema - que jamais largará essa minha mão trêmula e que nunca me deixarás caminhar sozinho e alegre abaixo da ignorância dos precipícios que te aprontas em meu caminho...
Prometa não secar a fonte de meu pranto, só para ter mais poesia e mais encanto.
Prometa ser a rosa que encontrarei deitada sobre meu sepulcro (feito dos grandes feitos (pequenos, principalmente) que alcancei contigo).
Deixa minhas irmãs de luz cairem de meu olhar sereno.
Deixa cascatear um pouco, só um pouco... Mais um pouco
Sobre a fortaleza que envolve o futuro,
Incerto.
Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Medo da Euforia
"...E o caminho enfim parece-me apaixonável o suficiente":
Assim como miragem no meio do nada desértico, assim como uma mentira tão bem sussurrada, ilusão de ótica - artística, fascinante e fajuta -, como mania em um garoto diagnosticado como bipolar...
Pode ser, pode parecer. O é. Sinto que é, entretanto aquele medo raso sempre me rodeia.
E se eu cair novamente?
E se perder o delírio da noite e acordar d'um sonho, assustado e desapontado com a realidade?
Só Deus sabe ( e ele cuidará em esconder essa sabedoria dentro do meu próprio peito).
Em que posso me agarrar neste momento? A poesia, caros devorados! Encarnada nesse fôlego de vida que renasce em mim, ela é, numa miragem, a própria existência da minha alma... Pintada de magia.
Tanto faz se tu tocas a rosa desértica ou apenas a vê com a vista enganada. O aroma se faz e dentro de ti ela é real.
É real. O medo, o sonho, o delírio e a fatalidade de ser entregue à paixão pela vida.
Por isso amo e seguirei até saciar-me de ti e de mim;
(no dia do fim)
Assim como miragem no meio do nada desértico, assim como uma mentira tão bem sussurrada, ilusão de ótica - artística, fascinante e fajuta -, como mania em um garoto diagnosticado como bipolar...
Pode ser, pode parecer. O é. Sinto que é, entretanto aquele medo raso sempre me rodeia.
E se eu cair novamente?
E se perder o delírio da noite e acordar d'um sonho, assustado e desapontado com a realidade?
Só Deus sabe ( e ele cuidará em esconder essa sabedoria dentro do meu próprio peito).
Em que posso me agarrar neste momento? A poesia, caros devorados! Encarnada nesse fôlego de vida que renasce em mim, ela é, numa miragem, a própria existência da minha alma... Pintada de magia.
Tanto faz se tu tocas a rosa desértica ou apenas a vê com a vista enganada. O aroma se faz e dentro de ti ela é real.
É real. O medo, o sonho, o delírio e a fatalidade de ser entregue à paixão pela vida.
Por isso amo e seguirei até saciar-me de ti e de mim;
(no dia do fim)
Dark Passion Play - I'm eating you
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ascensão de um anjo em minha vida *-* Camila Oliveira *-*

(02/08)
Um anjinho romântico e delicado; sorriso suave e alma pura: alma de menina moça sonhadora e colorida. Minha gêmea da poesia, gêmea do amor devoto onde a saudade eleva meu coração aos tempos de nossas soltas e alegres manhãs... Quanta nostagia me invade, daqueles dias de graça onde cultivávamos aquela maior amizade e de seus risos se edificava a felicidade de cada dia.
Fui presenteado com a grande dádiva divina.
Fui de ti admirado, desmerecidamente.
E amado, mutualmente.
Entre uma e outra flor nascida de nossos versos vivos, entre o orvalho e o frescor de lágrimas emotivas e naquela brisa de nossa dança plena caminharemos juntos. Filhos da Poesia.
Como amo meu anjinho romântico!! Encantada de beleza, fascinou-me; abençoada de pureza, abrigou-me - ascendendo ao meu espírito com abraços e abrigos - e o amor sincero... Então meu coração lhe presenteio, apaixonado e eterno.
Parabéns, Camila!
Por mais uma primavera, verão, outono e inverno. Por mais e quantos sonhos mágicos vierem; às dores e lutas, às vitórias e prazeres. À vida brindemos! Vida juntos, atados ao lirismo e fraternidade.
Porque te amo hoje mais; amanhã ainda mais.
E para sempre, intensamente.
Um anjinho romântico e delicado; sorriso suave e alma pura: alma de menina moça sonhadora e colorida. Minha gêmea da poesia, gêmea do amor devoto onde a saudade eleva meu coração aos tempos de nossas soltas e alegres manhãs... Quanta nostagia me invade, daqueles dias de graça onde cultivávamos aquela maior amizade e de seus risos se edificava a felicidade de cada dia.
Fui presenteado com a grande dádiva divina.
Fui de ti admirado, desmerecidamente.
E amado, mutualmente.
Entre uma e outra flor nascida de nossos versos vivos, entre o orvalho e o frescor de lágrimas emotivas e naquela brisa de nossa dança plena caminharemos juntos. Filhos da Poesia.
Como amo meu anjinho romântico!! Encantada de beleza, fascinou-me; abençoada de pureza, abrigou-me - ascendendo ao meu espírito com abraços e abrigos - e o amor sincero... Então meu coração lhe presenteio, apaixonado e eterno.
Parabéns, Camila!
Por mais uma primavera, verão, outono e inverno. Por mais e quantos sonhos mágicos vierem; às dores e lutas, às vitórias e prazeres. À vida brindemos! Vida juntos, atados ao lirismo e fraternidade.
Porque te amo hoje mais; amanhã ainda mais.
E para sempre, intensamente.
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Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro
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