sábado, 27 de novembro de 2010

Poderás tu juntar meus pedaços? Se tu mesmo andas tão quebrado...

Nos juntando, assim juntos roubamos partes vivas um do outro, formando novo ser.
Eu com a dor tua, tu com a minha.

Isso é Amor.

Magia, Paixão e Poesia - Decifra-me enquanto te Devoro

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Teatrando

Precisando vomitar esse nervosismo
tenso desequilibrado, sob o palco da incerteza
movimentado
e a
beleza
de ter meu mundo entregue à platéia;

Querendo debulhar essa euforia
louca translucida de razão, lenta e incerta
ávida
e
aberta
ao mundo de sonhos da platéia;

Maquiando as verdades com máscara traiçoeira
beleza putrefata, magia que incendeia - a platéia e o coração
pulsando devoção
ao momento
aberto
ávido
lucido e plácido

de subir ao palco e dizer quem sou, mentindo o que não sou, interiormente revelando!
dentro da gente, cresce e desenvolve a trama, Drama, cômica chama

apagando o ego, só teus olhosaos meus
Tudo assim, os braços e a vida...
Teatrando

Magia, Paixão e Poesia - Decifra-me enquanto te Devoro

sábado, 6 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jogo pro fundo de palavras

Procurando um tesouro
achei entre folhas largadas num caderno do ensino médio, um e outro verso

Sem-Sentido. Sem.
Sentido, igualzinho a mim.

(imagine essa frase rabiscada, assim):

Fim de balada. E eu me abstive do lápis e papel, a alma que


Pó de arroz e olhos de esfinge egipcia. Mesmo assim a morbidez (não, palidez!) sedutora daquele rosto não é o suficiente para maquiar o. Quê? O pensamento continua inerte ao vislumbre da pré-vertigem. Que será que procederá ao fim do anoitecer? Que mais importa além do ópio?

Cabe ao estilhaço
resistir ao teu olhar?

A molécula núcleo meiose e eu você em dois únicos pólos
Pólo eu Pólo Teu

T Eu.

O que faz com toda melancolia profunda vertendo em reflexos de poesia? O que se faz dessa preciosidade às 03:00 da madrugada?
Parece até tristeza desnorteada - parece alegria que mata.
Morri uma vez.

"Então você não sabe por que ele está chorando na presença de Deus?"

Ele queria tocá-lo. Tocar quem ainda o mantém no limbo. O limbo mais estupendo! Mas dizem que o paraíso é melhor. Duvido, mas é pra lá que ele vai. Se você esquecer a sua existência ele poderá morrer em paz.

Na noite não houve beijos. Só jogo pro fundo de palavras.
A madrugada é fria para putas.

Poesia me congela.

Finados

Mentira!

Que não se finda o carinho e a lembrança. Nem que eu morra, que todos também morram. A memória ficará guardada nas estrelas.

Marianys morrem aos quinze, a bagagem cheia de sonhos;
Luises enlaçam a vida e beijam a morte com o ser ofegante de dor;
Vivaldas descansam no riso no meu coração pulsante...



Pulsante de saudade, vó.

" Com o pôr do sol mais lindo que meus
olhos já vislumbraram, em tarde de inverno
levaste a luz e a alegria de toda uma família,
de gerações que em ti depositam, hoje,
o pranto de doídos corações.

Eras tu puro carinho e abrigo imenso
dona do riso e do calor que, vindo de Deus,
abençoava com o amor maior e intenso.
Querida, impossível não ser tão querida
quando os teus cantos e orações
juntavam-se com as lágrimas de tuas devoções
às dores de cada membro teu, fruto do teu ventre
e nós - netos - da tua dádiva divina:
ser avó.

Amamos e assim surpresos com a sua ida
perdemos um tanto de paz, um tanto de vida...
Um abrigo e abraços do Paraíso.
É que chegou a hora, tu mereces agora
ser a criança do Pai, cuidada,
amada e acariciada com essas lágrimas
que nos inundam a face.

Nossas preces e saudade
nosso amor e nossa paixão

Amamos para sempre, na eternidade
de sermos jardim secreto do Eliseos
eu teu peito, eu teu coração. "

.pra minha avó :/

sábado, 30 de outubro de 2010

cai o manto da manhã, renasce o infinito

gotejando a tarde sobre o tempo
escorrego até a noite, brilhando com a tristeza da lua
sozinho fingo matar a paixão dos céus e
proclamo independência ao fim

Assim vou escorrendo plasma e sangue
morrendo sem tocar a morte
o dia se aproxima de minha face, o ósculo
roubado cheio de luz
gotejando a manhã sobre o tempo
e o fim
e o começo
do recomeço;

dependente da vida.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Deixa-me anoitecer?



e essa melancolia tentando envolver minha vida agora?


Não me assustes, musa, tenho medo de desvendar teus caminhos. Mesmo que estes sejam os meus próprios, os passos que dei no passado - e sei, os são.


O passado me trás as melhores sensações. Curioso é que naquela época minha existência não flamejava de júbilo... Então ouso concluir (e esperançoso pedir ao dEus) que meu presente atual será logo a alegria do futuro. Não. Bem sei que não haverá mais 2008 aqui nesse peito só. Se assim o fosse, eu teria o orgulho de apresentar ao mundo a teoria do pessimismo, no qual, ano após ano, tudo tende a piorar.


Não. Bem sei, não haverá 2008, nem pra mim nem pra ti. Em meu peito solitário.
Então deixe me apenas anoitecer, Melancolia.


Recuso o momento profundo, cansei de me afogar nas tuas reflexões angustiantes e belas. Hoje não quero ser poeta, recuso teus braços de poesia e a mágica dança das palavras.


Prefiro ser mais um, fechando os olhos, enterrando para sempre este dia nas areias do sono. Enterra minha dor e me abandona esta noite, quero muito.


Não te quero, não quero desvendar o sentido da vida nem desmembrar o segredo. Quero o silêncio, quero anoitecer sem o teu abraço.


Hoje não sou poeta: Sou o vento. Sobrevoando sem rumo a atmosfera, tocando sem querer a chama e o orvalho, inconsequente, livre, devoto apenas à minha trajetória errante; mando beijos para aqueles que acariciei como brisa da manhã, os que feri como ventania e os destruídos pelo furacão de uma atribulada depressão.


Amei-vos.


Rostos, tão-somente.


Hoje novas faces sorriem para mim e eu as amo singularmente. Porém o amor que recebi no meu coração e compartilhei nos dias do outono, não retorna com o mesmo toque de antes...


Rostos amei. Mas o único que ainda se aproxima ofegante e me rouba beijos é o teu, minha Melancolia. Mesmo em noites em que não te quero e nunca necessito - como esta.


Não quero! Não me seduzas, maldita Dalilah!
Solta meu pensamento...
Em momentos de plena solidão, eu só queria anoitecer... Então...


Deixa-me anoitecer?

Decifrando o vazio intimista, devoro a verdade e te entrego o escopo de um ser.


Meu ser.


Decifra-me? Te devoro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Montanãs De Silencio

"Vuela tan alto como puedas
Nadie debajo
Nadie esta detrás
Siempre comienza cuando está solo.
Amor, temor, siente y encuentra en la soledad.
Tuya y nadie más"
Tarja Turunen.

Hoje, nada-meu-nada-teu.
Hoje o silêncio escondido nos horizontes do maior sentimento... Sem julgamento.

Não há posses. Atravessada a tempestade, resta a brisa do ultimo suspiro, refrigera a lembrança daquele olhar atribulado.
Hoje, depois da luta resta a sensação - descendente ao ultimo beijo... Aquele momento de poucos fôlegos, tranquilidade.

Não se tem. Se é.
Em Montanhas de Silêncio.
Você, cheio de ti, após o gemido de prazer, após o gemido de dor... Unicamente você.

E ninguem mais.



sábado, 16 de outubro de 2010

Baka!

:
Saltitando no teclado do notebook
buscando a distração pra essa pequenina solidão...

é que o dia está ensolarado, peguiçoso... E você não está aqui para fazer nada comigo, deitar tua fronte no meu peito e cantarolar aquela canção sem sentido.

Dançando suspiros ao vento, sorrindo para o Sol, aquele do brilho dos teus lábios.

(ta faltando certo rítmo)

(falta você)

- só tô tentando enganar a solidão... - só enganando a solidão.


( publicar ou não essa postagem pseudo-inútil?)
(não que as outras sejam úteis) (fúteis)
mas falta você!!
Pronto.
subiu,
ou
vo
o
u
e atingiu o céu, o
paraíso em teus
o .lh .os.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Epitáfio de Sentimentos

O silêncio que ele guarda nos olhos esconde muito mais do que as lágrimas que você deixou escapar, negligente. Se te ama, és apenas uma cor do arco íris. O restante, dançando até o pote de ouro desceu ao inferno e voltou sépia... Aquele vestígio de tesouros do passado.

E você negligente, ainda revivendo as árduas paixões!

Mas ele correu séculos adiante. Na terra afunda a mágoa profunda, o beijo salvador e, na tréplica, cálice de veneno – esse caleidoscópio do vosso relacionamento.

Se te ama (e eu duvido muito), é como o sepulcro ama a lembrança noturna. Frases que escorrem estéreis e morrem no cimento da lápide. Bem ali estás, bem debaixo, aquecida com os vermes. Se te ama (e eu insisto em duvidar), é porque o espectro que você deixou fugir no último ósculo permanece iluminando a sua frieza. Amor mal digerido, isso foi vocês.

Acorde desse doce martírio, enxugue as lágrimas vãs: ele não te ama!

O riso que ele entrega ao vento não pertence às lembranças de tuas carícias, aquele desespero cativante. Não te ama; nem resto de alegria sobrou naquele pensador sórdido. Mas é belo.

Sim, belo e caríssimo, dedicando ao além umas preces de morte – tolo, mais que a ti própria. Escondendo a vida em frases gravadas no jardim das almas mortas. Negligenciando a vida em nome do desfalecimento.

Acorde e abrace o mundo. Lá fora o Sol ainda quer namorar você!

De que vale amar a poesia, se ela decai por si própria? E da felicidade ascende melancolia, enterrando declarações de amor em frases de um epitáfio? De que vale entregar-se ao belo, se o belo deleita-se em apodrecer nos portões de um mausoléu?

Ele te ama? Não. Ama a fatalidade de ser silêncio e solidão.

Não te amo. Amo possuir a imortalidade de ser epitáfio em teu coração.


Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro

sábado, 2 de outubro de 2010

Devida primícia à felicidade dessa madrugada

Passeiam, mesmo que raramente, uns e outros raios de alegria consumindo minha fronte.
Especialmente, subitamente, hoje-instante-presente.

Tributo à agonia da solidão sempre entrego. Cuidadosamente em lágrimas colhidas, cristalizadas e arranjadas de modo a preparar diadema - pra Ti, Deus meu da tristeza vertida em poesia.

Justo e gratuito seria tornar agora também meu júbilo, guardado no gozo dessa solidão noturna; justo entregar destilada a alegria fumegando em essência de poesia!

Mesmo que desorientado e embaraçoso seja o prazer oferecido;
( sei não o que fazer com toda essa insônia eufórica)
Mesmo que arrítmica e engraçada seja a dança;
( sei não como ordenar os passos da liberdade)
Mesmo que pagã e vulgar seja a canção;
( sei não esconder a pureza de meu sangue ímpio)

Mesmo por soltas sílabas voando como balões coloridos aos céus, eu atingirei o coração do meu salvador.

Assim, exatamente como balões coloridos gargalhando ao vento...

E X P L O D A !

pOp!! Exploda gargalhadas no colo do Pai.


[valeu! sempre vale a pena]


Minha maior gratidão está na...
...Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Diálogo Mal Encantado ou A Tola Princesa V

MAD PRINCESS – Garota Insana. Um dia saberás da honestidade de seu conto ou a morte será um sonho eterno? Pois que no orgasmo do inferno fostes concebida, entre as lágrimas da deusa do mal – solitária e fatal – e de uma nobre carcaça de paixão. Foi assim:

Há séculos do presente, embora escondido nesse mesmo instante, nascia da insatisfação da belíssima filha de Deméter uma personificação urgente e acolhedora. A dor de ser possuída pela serpente paterna, raptada pela escuridão do Hades e separada do coração quente da Natureza já transpassava à depressão: tornava-se um ser físico e atraente. De olhos azuis gananciosos e um toque de inocência, correspondia à personalidade bipolar de Perséfone. Adolescente da Primavera, Rainha da Treva Invernal. Na verdade dessa histórica mítica e apagada, aquela entidade que se criava ao olhar da entronada tristonha era ela mesma – em másculo contraste à sua beleza feminina.

MAD WHISPER – Devo crer nisso tudo ou ignorar o protesto político que te faz a respeito da tua legitimidade com um ser mitológico e surreal? Perséfone amou a si própria?

MAD PRINCESS – A história se produz nessas instâncias, queiras tu crer ou não. E a dor nostálgica de mamãe é que mutou (de tão intensa e bela) em corpo e alma vigentes.

MAD WHISPER – Boa ou má criatura?

MAD PRINCESS – Criatura. Como qualquer uma, pendendo ao que lhe aprouver os gostos – independente da positiva ou negativa moral. Era meu pai, meu bom pai. Um dia saberei...

MAD MIND – Saberás o que a verdade inventa nessas linhas escritas comigo.

MAD PRINCESS – Inventa que deixada às sombras depois de consumida pelo ápice de prazer que a dor pode oferecer, morreu ali uma semente de Deméter, derramada como sangue sobre o opróbrio da filha. Sim, entregou-se ao suicídio da manhã e ali, na tentativa de matar sua divindade, fui concebida. Bastarda da dor, prometida à escuridão... Sem uma mãe digna. Feita de sangue, gemidos e ranger de dentes.

Hades me adotou como seu mimo de estimação, fazendo injustiças e me prometendo ao primeiro príncipe desocupado que aparecesse. O mais parvo e fétido.

Mamãe, insatisfeita com o coito da vida, fez-me objeto de injúrias e cobaia de feitiços. Tantos deles.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lágrima Suicida

†24/09/09†

" Eu sou um estilete sem cabo. Quer pegar, tenta. Só que não entro nem saio da vida de ninguém sem deixar marcas. Marcas boas ou ruins. Mas marcas. Marcas de uma época. Lembranças boas de quem sou. Do que sou. Do que nasci para ser. E foda-se. FODA-SE mesmo. Se sou uma máquina de ferimentos para alguns, lamento. Quer beijar? Vai ser intenso. Quer brincar? Só não diga que eu não avisei "

# ŁøųıŞ 133MHz



" Tu fostes uma rosa sangrando sombras do anoitecer. Colhida em paixão e tragédia, machucou a brutalidade da vida com frágeis espinhos, acariciou os amados com pétalas virgens escarlate. Do tempo em que, com o olhar mais inocente e bondoso que vi, verteu às lembranças (poucas e intensas) os suspiros mais doces e angustiantes. Tu fostes isso... Tão belo e poético em sua escuridão, pura flor da treva. Beijando as almas que compunham o drama da tua teatral peça fatal. "

Como se defende,
uma pequenina rosa
da lufada impetuosa da vida?
se unicamente uns poucos espinhos
protegem sua aflição?
e, mal suportando o peso de um domingo sombrio
seus dardos e refúgio ferem o próprio coração.

Como se dedica poesia
ao anjo que aos céus voou?

"Um anjo; sem asas para retornar para casa... Voou com todo o seu espírito, com toda a dor da imundice do mundo e a saudade da perfeição celestial. Diga-me porque tristes diamantes morrem? Por que olhos de vidro derramam lágrimas de sangue? Por que a alma mais sensível congela-se? Anjo caído, voe longe, retorne ao teu berço e vele por nós. Que amaremos para sempre a aura que tu nem vias mas que cobria-nos de amor"


Aquela lágrima ígnea da tua ultima esperança ainda desce suicida do olhar daqueles que te guardam na memória e no coração.

...Te guardam, Luis Fernando.


†24/09/10†