segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Teatrando
tenso desequilibrado, sob o palco da incerteza
movimentado
e a
beleza
de ter meu mundo entregue à platéia;
Querendo debulhar essa euforia
louca translucida de razão, lenta e incerta
ávida
e
aberta
ao mundo de sonhos da platéia;
Maquiando as verdades com máscara traiçoeira
beleza putrefata, magia que incendeia - a platéia e o coração
pulsando devoção
ao momento
aberto
ávido
lucido e plácido
dentro da gente, cresce e desenvolve a trama, Drama, cômica chama
apagando o ego, só teus olhosaos meus
Tudo assim, os braços e a vida...
Teatrando
sábado, 6 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Jogo pro fundo de palavras
achei entre folhas largadas num caderno do ensino médio, um e outro verso
Sem-Sentido. Sem.
Sentido, igualzinho a mim.
(imagine essa frase rabiscada, assim):
Fim de balada. E eu me abstive do lápis e papel, a alma que
Pó de arroz e olhos de esfinge egipcia. Mesmo assim a morbidez (não, palidez!) sedutora daquele rosto não é o suficiente para maquiar o. Quê? O pensamento continua inerte ao vislumbre da pré-vertigem. Que será que procederá ao fim do anoitecer? Que mais importa além do ópio?
resistir ao teu olhar?
A molécula núcleo meiose e eu você em dois únicos pólos
Pólo eu Pólo Teu
T Eu.
Parece até tristeza desnorteada - parece alegria que mata.
Morri uma vez.
Ele queria tocá-lo. Tocar quem ainda o mantém no limbo. O limbo mais estupendo! Mas dizem que o paraíso é melhor. Duvido, mas é pra lá que ele vai. Se você esquecer a sua existência ele poderá morrer em paz.
Na noite não houve beijos. Só jogo pro fundo de palavras.
A madrugada é fria para putas.
Poesia me congela.
Finados
Que não se finda o carinho e a lembrança. Nem que eu morra, que todos também morram. A memória ficará guardada nas estrelas.
Marianys morrem aos quinze, a bagagem cheia de sonhos;
Luises enlaçam a vida e beijam a morte com o ser ofegante de dor;
Vivaldas descansam no riso no meu coração pulsante...

Pulsante de saudade, vó.
olhos já vislumbraram, em tarde de inverno
levaste a luz e a alegria de toda uma família,
de gerações que em ti depositam, hoje,
o pranto de doídos corações.
Eras tu puro carinho e abrigo imenso
dona do riso e do calor que, vindo de Deus,
abençoava com o amor maior e intenso.
Querida, impossível não ser tão querida
quando os teus cantos e orações
juntavam-se com as lágrimas de tuas devoções
às dores de cada membro teu, fruto do teu ventre
e nós - netos - da tua dádiva divina:
ser avó.
Amamos e assim surpresos com a sua ida
perdemos um tanto de paz, um tanto de vida...
Um abrigo e abraços do Paraíso.
É que chegou a hora, tu mereces agora
ser a criança do Pai, cuidada,
amada e acariciada com essas lágrimas
que nos inundam a face.
Nossas preces e saudade
nosso amor e nossa paixão
Amamos para sempre, na eternidade
de sermos jardim secreto do Eliseos
eu teu peito, eu teu coração. "
sábado, 30 de outubro de 2010
cai o manto da manhã, renasce o infinito
escorrego até a noite, brilhando com a tristeza da lua
sozinho fingo matar a paixão dos céus e
proclamo independência ao fim
Assim vou escorrendo plasma e sangue
morrendo sem tocar a morte
o dia se aproxima de minha face, o ósculo
roubado cheio de luz
gotejando a manhã sobre o tempo
e o fim
e o começo
do recomeço;
dependente da vida.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Deixa-me anoitecer?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Montanãs De Silencio
Hoje o silêncio escondido nos horizontes do maior sentimento... Sem julgamento.
Hoje, depois da luta resta a sensação - descendente ao ultimo beijo... Aquele momento de poucos fôlegos, tranquilidade.
Não se tem. Se é.
Em Montanhas de Silêncio.
Você, cheio de ti, após o gemido de prazer, após o gemido de dor... Unicamente você.
E ninguem mais.
sábado, 16 de outubro de 2010
Baka!
Saltitando no teclado do notebook
buscando a distração pra essa pequenina solidão...
é que o dia está ensolarado, peguiçoso... E você não está aqui para fazer nada comigo, deitar tua fronte no meu peito e cantarolar aquela canção sem sentido.
Dançando suspiros ao vento, sorrindo para o Sol, aquele do brilho dos teus lábios.
(ta faltando certo rítmo)
(falta você)
- só tô tentando enganar a solidão... - só enganando a solidão.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Epitáfio de Sentimentos
O silêncio que ele guarda nos olhos esconde muito mais do que as lágrimas que você deixou escapar, negligente. Se te ama, és apenas uma cor do arco íris. O restante, dançando até o pote de ouro desceu ao inferno e voltou sépia... Aquele vestígio de tesouros do passado.
E você negligente, ainda revivendo as árduas paixões!
Mas ele correu séculos adiante. Na terra afunda a mágoa profunda, o beijo salvador e, na tréplica, cálice de veneno – esse caleidoscópio do vosso relacionamento.
Se te ama (e eu duvido muito), é como o sepulcro ama a lembrança noturna. Frases que escorrem estéreis e morrem no cimento da lápide. Bem ali estás, bem debaixo, aquecida com os vermes. Se te ama (e eu insisto em duvidar), é porque o espectro que você deixou fugir no último ósculo permanece iluminando a sua frieza. Amor mal digerido, isso foi vocês.
Acorde desse doce martírio, enxugue as lágrimas vãs: ele não te ama!
O riso que ele entrega ao vento não pertence às lembranças de tuas carícias, aquele desespero cativante. Não te ama; nem resto de alegria sobrou naquele pensador sórdido. Mas é belo.
Sim, belo e caríssimo, dedicando ao além umas preces de morte – tolo, mais que a ti própria. Escondendo a vida em frases gravadas no jardim das almas mortas. Negligenciando a vida em nome do desfalecimento.
Acorde e abrace o mundo. Lá fora o Sol ainda quer namorar você!
De que vale amar a poesia, se ela decai por si própria? E da felicidade ascende melancolia, enterrando declarações de amor em frases de um epitáfio? De que vale entregar-se ao belo, se o belo deleita-se em apodrecer nos portões de um mausoléu?
Ele te ama? Não. Ama a fatalidade de ser silêncio e solidão.
Não te amo. Amo possuir a imortalidade de ser epitáfio em teu coração.
Magia, Paixão e Poesia - Decifra me enquanto te devoro
sábado, 2 de outubro de 2010
Devida primícia à felicidade dessa madrugada
Especialmente, subitamente, hoje-instante-presente.
Justo e gratuito seria tornar agora também meu júbilo, guardado no gozo dessa solidão noturna; justo entregar destilada a alegria fumegando em essência de poesia!
Mesmo que desorientado e embaraçoso seja o prazer oferecido;
( sei não o que fazer com toda essa insônia eufórica)
Mesmo que arrítmica e engraçada seja a dança;
( sei não como ordenar os passos da liberdade)
Mesmo que pagã e vulgar seja a canção;
( sei não esconder a pureza de meu sangue ímpio)
Mesmo por soltas sílabas voando como balões coloridos aos céus, eu atingirei o coração do meu salvador.
Assim, exatamente como balões coloridos gargalhando ao vento...
E X P L O D A !
[valeu! sempre vale a pena]
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Diálogo Mal Encantado ou A Tola Princesa V
Há séculos do presente, embora escondido nesse mesmo instante, nascia da insatisfação da belíssima filha de Deméter uma personificação urgente e acolhedora. A dor de ser possuída pela serpente paterna, raptada pela escuridão do Hades e separada do coração quente da Natureza já transpassava à depressão: tornava-se um ser físico e atraente. De olhos azuis gananciosos e um toque de inocência, correspondia à personalidade bipolar de Perséfone. Adolescente da Primavera, Rainha da Treva Invernal. Na verdade dessa histórica mítica e apagada, aquela entidade que se criava ao olhar da entronada tristonha era ela mesma – em másculo contraste à sua beleza feminina.
MAD WHISPER – Devo crer nisso tudo ou ignorar o protesto político que te faz a respeito da tua legitimidade com um ser mitológico e surreal? Perséfone amou a si própria?
MAD PRINCESS – A história se produz nessas instâncias, queiras tu crer ou não. E a dor nostálgica de mamãe é que mutou (de tão intensa e bela) em corpo e alma vigentes.
MAD WHISPER – Boa ou má criatura?
MAD PRINCESS – Criatura. Como qualquer uma, pendendo ao que lhe aprouver os gostos – independente da positiva ou negativa moral. Era meu pai, meu bom pai. Um dia saberei...
MAD MIND – Saberás o que a verdade inventa nessas linhas escritas comigo.
MAD PRINCESS – Inventa que deixada às sombras depois de consumida pelo ápice de prazer que a dor pode oferecer, morreu ali uma semente de Deméter, derramada como sangue sobre o opróbrio da filha. Sim, entregou-se ao suicídio da manhã e ali, na tentativa de matar sua divindade, fui concebida. Bastarda da dor, prometida à escuridão... Sem uma mãe digna. Feita de sangue, gemidos e ranger de dentes.
Hades me adotou como seu mimo de estimação, fazendo injustiças e me prometendo ao primeiro príncipe desocupado que aparecesse. O mais parvo e fétido.
Mamãe, insatisfeita com o coito da vida, fez-me objeto de injúrias e cobaia de feitiços. Tantos deles.